Com Reforma Administrativa, privatizações podem ser facilitadas
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De acordo com a proposta, as privatizações podem ocorrer quando os órgãos não expuserem uma justificativa para a manutenção das estatais. Saiba mais!
As empresas teriam que comprovar o motivo para continuarem como estatais. – Foto: Isac Nóbrega/PR
Encaminhada ao Congresso na última quinta-feira (03/09), a proposta sobre a Reforma Administrativa também prevê medida para facilitar a privatização de estatais. As empresas públicas vão ser desestatizadas “na hipótese de o ente federativo não ratificar, por meio de ato do Chefe do Poder Executivo, o interesse público na manutenção da empresa, no prazo de três anos, contado da data de entrada em vigor desta Emenda à Constituição”.
Isso significa que as privatizações podem acontecer quando os órgãos não expuserem uma justificativa para a manutenção da estatal em até três anos. De acordo com especialistas, a medida inverteria “o ônus da prova”. As empresas teriam que comprovar o motivo para continuarem como estatais sem que o governo precise se justificar.
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Sobre a proposta da Reforma Administrativa
Dentre as normas previstas na proposta do governo, estão:
- Mudanças na estabilidade dos novos servidores públicos;
- Fim do regime jurídico único e criação de novos tipos de contratação;
- Criação do vínculo de experiência para substituir o estágio probatório;
- No caso de desligamento dos servidores, não será mais necessário aguardar trânsito em julgado (sentença definitiva e que não cabe recursos);
- Fim da aposentadoria compulsória como modalidade punitiva;
- Extinção de férias com duração superior a 30 dias por ano.
- Fim da licença-prêmio: direito em ter três meses de licença a cada cinco anos de efetivo serviço;
- Fim dos aumentos retroativos;
- Fim das férias superiores a 30 dias por ano;
- Fim de adicional por tempo de serviço (anuênio);
- Fim da progressão ou promoção baseada exclusivamente em tempo de serviço;
- Fim da incorporação ao salário de valores referentes ao exercício de cargos e funções.
Vale destacar que, caso a Reforma Administrativa seja aprovada, as mudanças devem valer apenas para os novos servidores públicos. Os direitos assegurados pelos atuais funcionários não vão ser modificados.
Governo pode ter ‘travado’ a privatização de quatro empresas estatais
Para fomentar o corte de gastos e o ajuste fiscal, o presidente Jair Bolsonaro disse que promoveria um verdadeiro programa de privatizações. No entanto, do universo de quase 200 empresas públicas, as maiores em termos de patrimônio líquido não possuem o seu aval para a desestatização.
Dados levantados pelo jornal O Globo mostram que quatro grandes companhias fazem parte da lista de veto de Bolsonaro: Petrobras, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Elas correspondem ao percentual de 83% dos R$ 711,4 bilhões em patrimônio líquido de todas as estatais do país.
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