Escolas só devem ficar fechadas caso não exista opção, dizem entidades
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De acordo com a OMS, o Unicef e a Unesco, a retomada das instituições escolares deve ser feita conforme plano detalhado de protocolos. Saiba mais!
O objetivo do guia é de ajudar governos a tomar decisões sobre o funcionamento das escolas durante a pandemia. – Foto: pixnio
Conforme o guia atualizado sobre as medidas de segurança na volta às aulas, o fechamento das escolas deve ser considerado somente quando não existir outras alternativas cabíveis. As orientações com os novos protocolos de segurança, especificamente para evitar o contágio da COVID-19, foram publicadas por meio de três entidades:
De acordo com o documento atualizado na última segunda-feira (14/09), o objetivo é de ajudar governos a tomar decisões sobre o funcionamento das escolas durante o período de pandemia.
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Protocolos para a retomada das atividades escolares
De acordo com o guia das três entidades, a retomada das instituições escolares deve ser feita com base em um plano detalhado de protocolos, que inclui:
- Distanciamento social;
- Limitação do número de pessoas, com modificações de horários e revezamentos de turmas;
- Uso de máscaras;
- Medidas de higiene;
- Plano de ventilação adequada; e
- Cuidados com aqueles que possam estar doentes.
“As decisões sobre o fechamento total ou parcial ou reabertura devem ser tomadas com base no nível local de transmissão de SARS-CoV-2 e na avaliação de risco. (…) O fechamento de instalações educacionais só deve ser considerado quando não houver outras alternativas”, informam as entidades por meio do guia atualizado.
No final de agosto de 2020, a OMS já havia informado que as instituições escolares deveriam promover os mesmos protocolos gerais de higiene e distanciamento social. Entretanto, dependendo da fase da pandemia, “medidas adicionais” também deveriam ser aplicadas.
Brasil: 39% dos estudantes de escolas públicas não têm computador ou tablet
No início de junho de 2020, foi liberada a pesquisa TIC Educação. Os dados nacionais apontam que 39% dos estudantes de escolas públicas não possuem computador ou tablet em casa. Com o fechamento das unidades escolaridades para evitar contágio da COVID-19, muitos alunos saíram prejudicados pela ausência dos equipamentos.
A pesquisa também reuniu outros dados sobre o acesso à internet, comparando a situação entre os estudantes de escolas públicas e particulares. Confira:
- Conectividade: 21% dos alunos de escolas públicas apenas acessam a internet pelo celular. Na rede privada, o percentual é de apenas 3%;
- Plataformas virtuais: 14% das escolas públicas (estaduais e municipais) já tinham plataforma virtual de aprendizagem antes da pandemia;
- Professores: 53% dos docentes afirmaram que a falta de curso para o manuseio do computador dificulta os trabalhos.
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