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O ministro da Economia informou que o governo poderá prorrogar o auxílio emergencial no fim do ano caso a pandemia não seja contida.
A prorrogação do auxílio emergencial pode ir além das três parcelas extras previstas para o segundo semestre. A novidade foi anunciada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta sexta-feira (25/06) durante Comissão Temporária da Covid no Senado. No evento, ele informou que o benefício pode ser estendido se a pandemia continuar fora de controle.
“O auxilio que terminaria em 31 de julho segue agosto, setembro e outubro. Outubro é o mês que todos os governadores estão dizendo que terão vacinado toda a população adulta brasileira. Quem dirige o auxílio emergencial não é a economia, nem sequer a política, quem dirige o auxílio emergencial é a pandemia“, afirmou o ministro.
Sendo assim, tudo vai depender do andamento da campanha de vacinação contra a COVID-19. Atualmente, cada rodada custa em torno de R$ 9 bilhões, o que indica cerca de R$ 27 bilhões para os três meses seguintes que já estão praticamente confirmados. Segundo técnicos da equipe econômica, há um orçamento livre de R$ 7 bilhões, portanto, será necessário conseguir liberação de R$ 20 bilhões para os pagamentos.
“Se a pandemia continuasse fora de controle em setembro, outubro, novembro vamos ter que renovar o auxílio emergencial. Mas não é a expectativa no momento. Nas palavras do ministro Queiroga [Saúde], estaríamos num ambiente de controle da pandemia, com a pandemia sob controle”, explicou o ministro.
Três parcelas extras do auxílio emergencial ainda devem ser anunciadas
A expectativa é de que o presidente Jair Bolsonaro confirme a extensão do auxílio emergencial de três meses ainda nesta sexta-feira ou, no mais tardar, na semana que vem. De acordo com o chefe da Secretaria-Geral da Presidência e ex-ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, as parcelas extras deverão manter os mesmos valores dos pagamentos atuais:
Apesar de já estarem praticamente confirmadas, Guedes não explicou como as cotas excedentes do benefício serão efetivadas nos meses de agosto, setembro e outubro. Ao que tudo indica, o governo deve editar uma nova Medida Provisória para garantir a prorrogação do auxílio emergencial.
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