Bolsonaro reafirma ser difícil prorrogar o auxílio com valor de R$ 600
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O presidente ressaltou a impossibilidade de prorrogar o auxílio emergencial com o mesmo valor. “Se o país se endividar demais, teremos problema”, disse.
Bolsonaro já havia mencionado que pretende vetar o benefício extra se continuar com o mesmo valor. – Foto: Wikimedia Commons
Nesta segunda-feira (22/06), Jair Bolsonaro voltou a dizer que não será possível prorrogar o auxílio emergencial com o mesmo valor de R$ 600,00. O presidente mencionou que a equipe econômica está disposta a pagar mais duas parcelas do benefício, mas em quantia reduzida.
“O Paulo Guedes [ministro da Economia] decidiu pagar a quarta e a quinta [parcelas]. Falta acertar o valor. A União não aguenta outro desse mesmo montante, que por mês nos custa R$ 50 bilhões”, destacou em entrevista ao Grupo Bandeirantes.
Essa proposta vai contra ao que tem sido defendido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). No último final de semana, o parlamentar reiterou que, para estender o auxílio em valores menores, o governo federal terá que encaminhar um novo projeto de lei ao Congresso. O PL, até o momento, não foi protocolado na Câmara dos Deputados.
Prorrogar o auxílio em valores menores: proposta é defendida por Paulo Guedes
O Ministério da Economia já havia confirmado o repasse de mais duas parcelas adicionais do auxílio emergencial. Entretanto, Paulo Guedes defende a intenção de reduzir o valor para R$ 300,00.
O objetivo seria amenizar os impactos do endividamento nos cofres públicos, especialmente em razão das medidas adotadas contra a COVID-19.
Até então, de acordo com a Caixa Econômica Federal, o benefício já foi pago a 64,1 milhões de pessoas. O valor dos repasses alcançou o valor aproximado de R$ 83 bilhões, considerando as três parcelas iniciais.
Bolsonaro deve vetar o benefício extra se o valor continuar em R$ 600
Jair Bolsonaro, no dia 11 de junho, já havia mencionado que pretende vetar o auxílio emergencial extra se o Congresso manter o mesmo valor de R$ 600,00.
Conforme declaração transmitida em rede nacional, o presidente declarou que é necessário evitar um possível impacto de R$ 100 bilhões nas contas públicas.
“Na Câmara, por exemplo, vamos supor que chegue uma proposta de duas [parcelas extras] de R$ 300. Se a Câmara quiser passar para R$ 400, R$ 500, ou voltar para R$ 600, qual vai ser a decisão minha? Para que o Brasil não quebre? Se pagar mais duas de R$ 600, vamos ter uma dívida cada vez mais impagável. É o veto”, afirmou Bolsonaro em sua live.
A Caixa Econômica Federal está realizando o pagamento da terceira parcela para os beneficiários do Bolsa Família. No entanto, de acordo com o presidente, os repasses estão garantidas com o mesmo valor de R$600,00.
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