FMI afirma que crise ameaça os ganhos econômicos das mulheres
[ad_1]
Pandemia provocada pelo novo coronavírus ameaça os ganhos econômicos das mulheres. FMI aponta que as mulheres serão mais prejudicadas que os homens.
Crise econômica dificultará volta ao mercado para as mulheres, aponta FMI. – Foto: Pixabay
A pandemia provocada pelo novo coronavírus (COVID-19) vem provocando mortes e perdas econômicas. De acordo com o Fundo Monetário internacional, a situação pode ser ainda pior para elas do que para eles. No caso, a crise ameaça os ganhos econômicos das mulheres, conquistados após muitos anos de lutas por igualdade entre os salários.
De acordo com um relatório publicado, nesta terça-feira (21/07), pelo FMI, a diferença salarial entre homens e mulheres, que estava caindo aos poucos ao longo das últimas décadas, pode voltar a aumentar como um dos efeitos econômicos da crise financeira derivada da pandemia.
De acordo com o fundo, as mulheres serão mais prejudicadas que os homens principalmente por causa dos setores onde costumam ter uma presença maior no mercado de trabalho. O FMI destacou que os setores de varejo e turismo forma mito prejudicados na pandemia e é justamente composto por uma maioria feminina.
Conforme o FMI, 67% das mulheres brasileiras trabalham fora de casa e seu trabalho só pode ser exercido em ambientes próprios, inviabilizando o teletrabalho. Até mesmo em países como os Estados Unidos, o número é alto, cerca de 54% não trabalha de casa por causa da exigência do serviço prestado.
Para piorar o cenário, as mulheres compõem uma grande parcela das pessoas que trabalham informalmente, ou seja, sem um vínculo empregatício formal. Durante a crise econômica, os informais são os que mais estão sofrendo com a falta de renda. Por isso, muitos países criaram benefícios aos seus cidadãos, sendo o Brasil, um deles, com o auxílio emergencial pago por meio da Caixa.
Trabalho doméstico atrapalha as mulheres
Segundo o FMI, o trabalho doméstico também atrapalha as mulheres no retorno ao mercado de trabalho. O fundo apontou que elas se dedicam cerca de 2,7 horas a mais que eles, por dia, nos afazeres de casa.
Atém mesmo países como o Canadá, considerado exemplo em vários setores sociais, indica esse fenômeno. Por lá, o relatório apontou que entre pais e mães, com filhos menores de seis anos, os homens estavam três vezes mais propensos a voltarem a trabalhar. Além disso, no contexto geral, para quem tem ou não filhos, os empregos criados tiveram alta de 1,1% para elas e 2,4% para eles.
Relatório recomenda ações aos governantes
Com o cenário cada vez mais claro de dificuldades para as mulheres, o relatório do FMI fez uma série de recomendações aos governantes sobre como reduzir os efeitos da crise econômica no público feminino.
Entre as várias medidas está a recomendação de incentivos para que empresas contratem mulheres e consequentemente haja um equilíbrio em relação aos homens. Também foi proposto assistência social com educação sobre planejamento familiar, financeiro e cuidados com saúde.
Veja também:
Compartilhe
[ad_2]
Source link