Governo estuda pagar auxílio emergencial até março de 2021
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Ideia de pagar auxílio emergencial até março de 2021 veio da parte política do governo, mas possui ressalvas do Ministério da Economia.
Governo quer estender benefício enquanto Renda Brasil não fica pronto. – Foto: Pixabay
O governo estuda pagar auxílio emergencial até março de 2021 após uma avaliação de que seria algo positivo para a popularidade do presidente Jair Bolsonaro. Ao longo da pandemia, o índice de aprovação do presidente caiu em todas as principais pesquisas da área, mas com o benefício mostrou uma recuperação. Por isso, a ala política do governo acha fundamental que ele seja mantido por mais um tempo.
Por outro lado, o Ministério da Economia possui restrições em relação a possibilidade de se estender o auxílio emergencial. Mesmo que haja uma redução no valor, algo entre R$ 200,00 e R$ 300,00, seria preciso um estudo de viabilidade econômica que já começou a ser feito e também uma aprovação por parte do Congresso Nacional.
Atualmente, o auxílio emergencial está programado até o mês de agosto. Quem começou a receber depois ainda terá direito a ter as cinco parcelas do benefício. Porém, para que o valor seja reduzido, é preciso que haja uma votação no Legislativo autorizando a mudança. Além disso, o benefício, independentemente do valor, só poderia ser pago durante o estado de calamidade, declarado até dezembro.
Renda Brasil está afetando a prorrogação do auxílio emergencial
A prorrogação do auxílio emergencial teria como pano de fundo o Renda Brasil e o atraso que o novo programa de renda sofreu. Apesar de Bolsonaro ter pedido celeridade para a parte econômica, o projeto vem sofrendo com os prazos e irá demorar um pouco mais para ser lançado.
É preciso que haja uma adequação de normas e de sistemas para que o Renda Brasil seja criado e outros programas como o Bolsa Família sejam encerrados.
Dinheiro deve vir de emissão de títulos
Durante toda a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, o governo federal vem fazendo declarações por meio de ministros e secretários de que o dinheiro para pagar o benefício é escasso. O próprio presidente, Jair Bolsonaro, já criticou o auxílio emergencial e chegou a dizer que “a economia tem que funcionar”.
Portanto, em caso de uma extensão do pagamento, é provável que o governo emita títulos de dívidas. No caso, investidores comprariam papéis do governo para que daqui alguns anos possam lucrar com os juros.
O Ministério da Economia também teme que a extensão do auxílio emergencial possa passar uma mensagem equivocada aos investidores internacionais. Em 2021, o Brasil, assim como outros países, passará por uma grande contingência de gastos após muito dinheiro ter sido distribuído em várias áreas ao longo da pandemia.
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